Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

“no final não nos lembramos do que disseram os nossos inimigos mas do silêncio dos nossos amigos”

 

Martin Luther King, segundo consta, afirmou: “no final não nos lembramos do que disseram os nossos inimigos mas do silêncio dos nossos amigos”.
 
Eu no final constato duas ou três situações.
 
1.ª
 
As pessoas que me acompanharam ao longo destes 3 anos, na sua grande maioria (convém ressalvar que existiram honrosas excepções) mediante a decisão judicial apenas queriam saber: - Então e quanto ganhaste de indemnização?
 
Como o cerne da questão, era um princípio de direito, justiça e proporcionalidade, ganhei como indemnização ver prevalecer a Lei. Honestamente nem sei se havia lugar a qualquer indemnização pois tal conceito não se cola com a minha postura. Porém fico a pensar, mediante comentários mais acutilantes a este respeito: - Para estas pessoas quem é o Estado?
 
É que, para mim, receber uma indemnização do Estado significa receber uma indemnização de mim, dele, dela, do meu vizinho, dos meus familiares, e não exclusivamente dos autores dos atropelos.
 
2.ª
 
Tenho hoje a absoluta certeza que “de boas intenções está o Inferno cheio”, e as minhas boas intenções misturadas com linguagem exacerbada degeneraram em cinco pessoas com estudos por concluir, altamente prejudicados por não tomarem posição contra, ou por tomarem posição a favor. E por isso, pelos percursos que vi serem interrompidos, lamento, e peço-lhes mais uma vez as minhas sinceras desculpas.
 
No entanto, acho que os outros, os que apesar de a realidade ser só uma, a pintaram conforme as conveniências do momento, me devem a mim: um grande obrigado! Afinal hoje, mais que ontem, os certificados são mais papel que atestados de conhecimento efectivo.
 
3.ª
 
As barbaridades que chegaram ao meu conhecimento com a divulgação deste processo assustam-me. Existem demasiadas escolas a funcionar como pequenos feudos, onde o poder é absoluto e descamba nos atropelos mais elementares de equidade quer de funcionários, quer de alunos, quer de professores, sendo que o ensino deveria ser para todos, tendo como dado adquirido que é: por todos! Quando as instituições que formam, demonstram pelas más práticas que é possível vencer, subir ou obter benefícios através de posturas vazias dos mais elementares valores julgo não nos podermos queixar de termos políticos deformados, sociedades “coisificadas” e gerações à rasca disto ou daquilo.
 
A minha vida teria sido mais fácil se tivesse aceitado a pena proposta e validada pela Direcção Regional de Educação, no entanto, embora disposta e reconhecendo que poderia sofrer alguma pena disciplinar (tendo em conta os termos em que expus a situação) não prescindo do direito de defesa, de clareza e proporcionalidade.
 
Caso não existam mais dados relativos ao meu processo, embora existam muitas outras questões por esclarecer, sobretudo em termos de gestão económica, afinal nunca me devolveram o meu saldo de cartão estudante (o qual fomos “obrigados” a “carregar”) nem a respectiva declaração para efeitos de IRS, por agora dou por concluída esta questão.
 
O meu agradecimento a todos pelo apoio demonstrado, em público e em privado, por e-mail, através de comentários e pessoalmente.
 
 
publicado por Alex.S. às 00:30
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Um mail de uma Mãe Portuguesa que transcrevo

«

Carta a José Sócrates (de leitura obrigatória)
Sr. engº José Sócrates,
 
Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por  Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.
Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras.
Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).
Gostaria de começar por lhe falar do "Magalhães". Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu.
Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinha.
O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto "Magalhães":
No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.
No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o "Magalhães" é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros.  Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por  fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o "Magalhães".
No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros "Magalhães" na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.
No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um "Magalhães" debaixo do braço.
Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do "Magalhães".
Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder.
Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.
Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o "Magalhães"? Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas?
Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.
Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha!  Faça-lhe jus!
Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas iniciativas!
Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.
Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar.
Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua emoção, entrega e trabalho.
Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.
Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é "obstinado", como dizem os poetas. Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor.
Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado.
Era o que faltava, senhor engenheiro!
Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças?
Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.
Mas,  por falar em Velho do Restelo...
.. Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas.
Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico.
Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.
Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma.
Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem. Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de Castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.
Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:
 
"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)"
 
Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte? E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo? Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?
Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História.
Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.
Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar?
Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por "alegado teor pornográfico" e o de Inês de Castro igualmente, por "incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade".
Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do "lápix" azul?
E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra? E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?
 Senhor engenheiro José Sócrates:  vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.
Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava.
Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.
Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho.Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes,   almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.
Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de sms.
Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu  tempo, a escola  tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.
A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se  ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados?
Huuummm... não me parece. Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.
Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí.
Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...
Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer?
E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta numa monstruosa obscenidade.
Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.
Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala, tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas "os meus sentidos pêsames".
Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.
Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado.
Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto.
Ah...espere lá... As faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...
Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir "senhor engenheiro para cá", "senhor engenheiro para lá". É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.
Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus eleitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor. Quanto a si, tenho dúvidas.
Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.
 
"A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? "
 
 
Uma mãe preocupada
 
»

 

publicado por Alex.S. às 08:26
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

DOMINGO 21-09-2008:Ass. contrato do curso “Regular de Inglês”, por 1.889,80€ na Esc. Sec. de Pombal

 

Após reunião ocorrida ao princípio da tarde do dia 21 de Setembro de 2008, na Escola Secundária de Pombal, onde estiveram presentes os alunos já contactados via telefone, ou através das suas diferentes escolas no concelho, alguém assinou um contrato nos seguintes termos:
 
 Contrato Serv Microglobo Lda
 
Para mais informações contactar:
 
«Microglobo - Edições Culturais, Lda.
Avenida Fernão Magalhães 155 - r/c
Coimbra
3000-176 COIMBRA
Telefone: 239 838 969
Fax: 239 838 969
Contribuinte: NIF 503 045 381
IN: http://codigopostal.ciberforma.pt/dir/empresa2.asp?emp=176362
 
 
 
 
 Unicenter
 
IN: http://www.unicenter.pt/parcerias.html

 

 

 

 
 
 
 
Directório de Empresas e Serviços de Pombal :
 
Ensino e Educação:
IN: http://www.cm-pombal.pt/directorio_empresas/index.php?catname=Ensino+e+Educa%E7%E3o
 
 
-ETAP - Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal
-Eiffel School - Escola de Línguas de Pombal
Actividade: Ensino de Línguas e Formação - Escola reconhecida pelo Ministério e promotor do inglês no 1º Ciclo
 
IN: http://www.eiffelschool.com
-Escola de Inglês POMBALINGUA
Actividade: Escola especializada no ensino de inglês e reconhecida pelo Ministério da Educação. Exames da Universidade de Cambridge
 
IN: http://www.pombalingua.com
 
-EIFFEL SCHOOL (POLO1)
-SAGIFORMA

 

 

 

Decreto-Lei n.ª 143/2001 de 26 de Abril
 
PDF IN: http://www.icp.pt/streaming/143_2001.pdf?categoryId=94260&contentId=159211&field=ATTACHED_FILE
publicado por Alex.S. às 23:32
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: «O que leva agora a ME a contrariar e desdizer o PM?»

Verdadeincomoda

 

«
O que muitos têm dito, com pouco ou nada feito em prol da humanidade
- Capítulo III
O que leva a ME
a mudar
 a opção no seu sonho
(pesadelo)
da Educação?
Os Portugueses não têm a memória curta. Têm presente a comunicação com pompa, publicidade e circunstância do PM que tornou o 12º ano como obrigatório e financiado pelo seu governo. Tal intenção já tinha sido anunciada por Pedro Santana Lopes.
O que leva agora a ME a contrariar e desdizer o PM?
Resumindo.
Em 2000 um reconhecido especialista das Ciências da Educação dizia que " a educação já não deve subordinar-se à «preparação para a vida activa», como algo exterior, que é moldado de fora (economia) para dentro (para a pessoa), mas como construção pessoal e social que se faz na vida, com a vida, em sociedade".
Por seu turno Bourdieu entendia que o "currículo oculto" era uma forma de não facultar a formação curricular dos alunos. Era, isso sim, uma forma de perpetuar na mandança os sucessores das classes burguesas, enquanto os trabalhadores para os defensores de tal "currículo" não deveriam ter muita formação para assim obedecerem cegamente ao outro capital. O financeiro.
Socorrendo-me das afirmações anteriores e das comunicações dos políticos deste Governo, pergunto:
- Porque se promove este Governo com promessas se nunca esteve nos seus horizontes o desenvolvimento cognitivo dos alunos? Afirmação reforçada pela ideia prática de atribuição de diplomas a torto e a direito pelos senhores ministros.
- Para quando o interesse na formação cognitiva e curricular dos alunos em vez se preocupar de mais com o sei ingresso no mercado de trabalho, sabendo que, actualmente, não há efectivamente um mercado de trabalho compaginável com tal falta de formação efectiva?
- Para quando o reforço das medidas sociais aos trabalhadores da ex-classe média tendo em conta que são eles os únicos com capacidade para desenvolver este País e o seu mercado?
- Para quando procede o Governo à regulamentação da formação dos professores e coloca na Inspecção-Geral de Educação inspectores do nível dos melhores professores do Ensino Superior Público e, ou, Privado, para que não usem sempre o mesmo modelo inspectivo, mesmo para as escolas e professores de excepção?
O Sucesso do Alunos assenta em muitas premissas para além da monitorização de resultados e “Estudo de Caso PISA”. Se este Governo está deveras interessado no sucesso e no desenvolvimento interpreto/cognitivo dos alunos e não apenas nos diplomas e acesso às universidades, porque não dota as famílias com capacidade financeira para suprir as necessidades que o Estado não pode, nem deve debelar?
A formação dentro da escolaridade nunca constitui um "erro".
“Erro” é
tentar colocar a Educação
assente em entidades
que só visam o lucro
e apoiam as suas medidas
em medidas falidas
noutros países,
onde a educação privada
corresponde a 1 a 2%
da população escolar
(EUA e Inglaterra).
Hoje fui longe e extenso de mais. Por isso as minhas desculpas.
(…)
»
 
IN: http://sol.sapo.pt/blogs/verdadeincomoda/archive/2008/09/18/O-que-muitos-t_EA00_m-dito_2C00_-com-pouco-ou-nada-feito-em-prol-da-humanidade-_2D00_-Cap_ED00_tulo-III.aspx
 

 

publicado por Alex.S. às 14:30
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: «Privadas sem seguro escolar»

DECO InfoProteste

http://mcs.deco.proteste.pt/map/show/152831/nwssrc/532501/src/532521/par_id_c/NLNMPT/lge_id_c/P/bus_id_c/NLNMPTW/prm_id_c/3100/sit_id_c/Web_global.htm

 

«Privadas sem seguro escolar
 
As escolas privadas não são obrigadas a contratar um seguro. Nas públicas, as apólices têm exclusões graves, como danos resultantes de rixas, acidentes de bicicleta e tempestades.
 
No nosso estudo a 175 escolas, 2 profissionais de Lisboa e uma cooperativa de Braga declararam não ter contratado o seguro. As restantes fizeram-no, mas oferecem protecção inferior à das escolas públicas.
Enquanto o Estado indemniza até € 127 800, em 2008, em caso de invalidez permanente do aluno, os seguros privados pagam € 50 000, na melhor das hipóteses. Mas a maioria fica-se pelos € 5000 ou até menos.
 
Dois impõem mesmo um limite de € 200 para despesas de tratamento, que mal chega para um braço ou perna partidos.
Ao nível das coberturas, o cenário mantém-se.
Ao contrário do seguro obrigatório, os privados não pagam danos morais, nem alimentação, alojamento ou transporte, se o aluno tiver de deslocar-se para assistência médica.
 
Como a maioria dos estabelecimentos não entrega informação escrita sobre as características e prémio, os pais não sabem se o valor pago à escola corresponde ao que esta entrega à seguradora. Algumas aproveitam-se, cobrando mais do que deveriam. Por exemplo, uma escola de Lisboa chega a pedir € 35 por um seguro que lhe custa 3,50 euros.
 
Quando inscrever o seu filho, pergunte se tem seguro, quais as coberturas e como agir em caso de acidente: hospitais onde pode ser atendido, quem paga e em que nome fica o recibo (criança ou escola). Guarde os comprovativos, se o pagamento ficar a seu cargo. Caso a apólice seja pouco abrangente, contrate um seguro de acidentes pessoais para a criança e outro de responsabilidade civil, que paga danos a terceiros. Em caso de acidente coberto pela apólice, siga os procedimentos indicados pela escola. Se o capital for insuficiente para o indemnizar dos danos, a escola é obrigada a pagar o restante.»
IN:
 
publicado por Alex.S. às 10:07
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: «GOVERNO ATRIBUI MÉRITO»

Diploma de Mérito

«
(…)
Governo atribui mérito a
"crânios" da Secundária.
 
O secretário de Estado da Protecção Civil
deslocou-se a Pombal
para entregar o
Prémio de Mérito Ministério da Educação
aos melhores alunos da
Escola Secundária de Pombal,
no valor pecuniário de 500 euros.
(…)
»
 
IN: http://www.radiocardal.com/detalheNoticias.php?id=1507
 
 
«
Prémio de Mérito Ministério da Educação
Prémio de Mérito Ministério da Educação distingue melhores alunos do ensino secundário
3 de Set de 2008
O Prémio de Mérito Ministério da Educação é instituído com o objectivo de distinguir, em cada escola, o melhor aluno do ensino secundário dos cursos científico-humanísticos, dos cursos profissionais ou tecnológicos e dos cursos de ensino artístico especializado.
(…)
A atribuição dos prémios de mérito é divulgada nas escolas, na página electrónica da direcção regional de educação respectiva e no Portal da Educação.
O apoio financeiro para a atribuição dos prémios e para a organização da cerimónia pública de entrega dos diplomas deve ser proporcionada às escolas pelas direcções regionais de educação e pelo Gabinete de Gestão Financeira.
»
IN:  http://www.min-edu.pt/np3/2459.html
 
«Prémio de Mérito Ministério da Educação 2008 (Despacho n.º 20 513/2008)»
IN:  http://www.drec.min-edu.pt/premio_merito2008.aspx
 
 
«3. Para que cada escola ou agrupamento de escolas possa fazer face às despesas decorrentes da passagem de diplomas e da organização da sessão pública para sua entrega, propõe-se finalmente, que o respectivo orçamento do mês de Setembro seja reforçado em 500 €
IN:http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=2459&fileName=info_merito.pdf
publicado por Alex.S. às 10:53
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SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: «A primária é muito importante para uma criança gostar da escola»

 

PARA LER NA ÍNTEGRA CONSULTE: http://sol.sapo.pt/blogs/gomes2000/archive/2008/09/17/Algu_E900_m-quebrou-as-expectativas-das-crian_E700_as-que_2C00_-simplesmente-ainda-n_E300_o-tiveram-direito-a-_2200_um-primeiro-dia-de-aulas_22002100_.aspx
 
«
Alguém quebrou as expectativas das crianças que, simplesmente ainda não tiveram direito a "um primeiro dia de aulas"!
A escola é um dos grandes pilares na formação de um indivíduo.
 
A primária é muito importante para uma criança gostar da escola de início, ou não.
Eu gostei e agradeço muito ao meu querido
Senhor Professor Floríbal.
Depende de toda uma adaptação; dos pais, do professor, condições do estabelecimento, colegas, ...
 
A minha pequenita, embora tenha frequentado a pré-primária durante dois anos, entrou na primária este ano lectivo.
A adaptação não será muito difícil, o estabelecimento é o mesmo e muitos amiguinhos/ as também.
 
Compramos os livros, uma mochila e lancheira novas!
Um lápis, borracha e afia, ...
Tivemos uma conversa as duas, de meninas grandes!
Expliquei-lhe como era importante estudar, ter atenção desde o primeiro dia, respeitar a Professora, blá blá blá...
Que ia ser fácil aprender, se ela o quisesse.
 
Ontem ouvi a senhora Ministra da Educação dizer “estar perplexa e falar em tentativas de boicote e tal...” (sobre os protocolos com as Câmaras, onde só um terço (92) assinou).
 
Quem está perplexa sou eu!!!
Tentativas de boicote?!
 
E eu nem sei se a culpa será sua, nem quero com este texto culpar ninguém. Só demonstrar a minha desilusão.
 
A minha filha não tem professora primária.
A coordenadora da escola pediu a compreensão dos pais e mandou os meninos todos mais uns dias de férias até se conseguir arranjar algum professor!!!
É que a professora colocada está de baixa desde o ano passado, não há colegas para substituir, ...
????!!!!
Realmente costumo ver algumas situações destas na televisão, nem sei porque estranho!!!
 
Mas expliquem-me lá, mais uma vez, como se eu fosse mesmo muito burrita, de quem é a culpa?!
É que foi-nos informado que “podemos reclamar mas não adiantará muito” e pergunto a quem?!
 
E não terá havido tempo para tratar do assunto antes do início das aulas?!
As colocações dos professores são feitas só agora pelo que percebo.
Estaria tudo correcto, se corresse tudo bem, não era?!
Quem falha nesta questão?!

Como mãe, sem perceber as directrizes ou responsabilidades de “quem é que...”, leio sobre professores que não foram colocados, desemprego, ...
nesta escola primária, com 8 turmas, faltam 2 professores!!!
 
Admite-se?!
 
Tenho a vantagem sobre outros pais em pagar um ATL que me assegura um local para colocar a pequenita enquanto vou trabalhar.
Outros pais não estavam precavidos e não sabem o que fazer!
 
Não.
Não se admite.
Num país civilizado e moderno, governado por alguém que tanto valoriza a formação e a educação.
 
Desculpem, mas não consigo perceber.
 
Só queria que a minha filha tivesse um
professor/ a para ter iniciado o ano lectivo ou para iniciar ainda este ano!!!
Eu sei que ela é pequenita, mas tem direitos!
 
E eu até tenho toda a compreensão...
Mas estou triste...
Os miúdos começam mal, com má organização, ...
 
Alguém quebrou todas as expectativas do primeiro dia de aulas a algumas dezenas de meninos...
 
A escola é uma festa!!!
Não há professora!!!
»
 
publicado por Alex.S. às 10:25
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SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: «TODOS SE SENTEM CAPACITADOS PARA SOBRE ELA SE PRONUNCIAREM»

cortes e recortes

PARA LER NA ÍNTEGRA CONSULTE: http://sol.sapo.pt/blogs/laivos/archive/2008/09/16/O-tempo-dos-professores-_2D00_-manga-d_2700_alpaca.aspx

«

O tempo dos professores - manga d'alpaca

Extenuada já com tanta solicitação burocrática, cerrando os dentes num rosto que faço questão de manter alegre, limito-me a fazer minhas as palavras de Carlos Ceia, Professor Doutor da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Considero que disparou em várias direcções, até nos "opinion makers" lusos, mas fê-lo de um modo justificativo dando alternativas.

Revejo-me totalmente neste texto. Leiamo-lo:

"Há modelos eficazes de avaliação de professores por esse mundo fora que podiam ter sido adoptados de forma quase consensual, sobretudo se o objectivo tivesse sido o da simplificação do modelo...

 

A educação pública em Portugal,

ao nível dos ensinos Básico e Secundário,

está sob avaliação constante de todos os portugueses,

porque todos se sentem capacitados para

sobre ela

se pronunciarem

como não fazem para outras áreas sociais

e porque todos os políticos

a tomam como frente de batalha

em nome do progresso social.

Podíamos falar de uma avaliação informal da educação pública nos casos em que o cidadão comum se pronuncia, mas o grau de seriedade e de atenção com que todas as opiniões são publicitadas permite-nos concluir que todos exigimos que as nossas ideias sobre a educação pública sejam formalmente válidas. Todos acreditamos ter uma solução para a educação pública, mesmo nos casos (a maior parte) em que apenas opinamos por opinar.

 

Esta falácia comunicacional tem ajudado mais a destruir a educação pública do que a contribuir para a sua democratização, como seria, em teoria, desejável.

O papel social do professor em Portugal está tão diminuído que qualquer política que tente regular as condições da profissionalidade do professor está condenada a dois tipos de sentença dadas em simultâneo: a dos próprios professores que lutam contra um legislador que odeia a profissão, e a da própria sociedade não educativa que odeia os professores, porque os vê como resistentes à mudança.

Só uma política de reconciliação

de todos os intervenientes na educação pública

podia ter êxito

e essa postura reconciliadora

está longe de qualquer agenda política

verdadeira.

 

As mais recentes políticas para

regulação formal da actividade docente

continuam a ter as mesmas características:

bons princípios gerais,

que servem de suporte à defesa pública das políticas

e que poucos conseguirão contestar,

seguidos de péssimas execuções técnicas.

O que pode explicar esta situação estranha é o predomínio de bons políticos na área da educação que aparecem rodeados dos técnicos mais incompetentes, cuja acção coloca os políticos das boas ideias num beco sem saída: a necessidade de defender uma boa ideia para a educação com uma péssima adequação legislativa.

 

(…)

 

Há ainda a denunciar medidas tão incompreensíveis como o timing de aplicação das leis (novo estatuto do aluno - aquele que não precisará de aprender para ter sucesso - e novo modelo de avaliação dos professores, que surgem a meio de um ano lectivo) e a incapacidade para dialogar e ouvir quem também, como o governante, deseja o melhor para a escola pública. Mas de que serve haver ministros que defendem fazer muitas reuniões com os parceiros educativos, se têm ignorado todos os pareceres construtivos quer desses parceiros quer do próprio Conselho Nacional de Educação?

 

Na escola pública actual, só parece haver lugar para quem souber executar tarefas programadas em decreto-lei. Está a impor-se o burocrata das fichas, registos de faltas, grelhas, matrizes, relatórios, actas, planificações, projectos educativos, planos individuais, etc. O professor que tem o poder de pensar na matéria do seu ensino, reflectir sobre a melhor aprendizagem dos seus alunos e conduzir-se a um patamar de realização profissional de excelência académica está a ser suprimido por decreto.

 

As actuais políticas educativas nascem no Castelo da 5 de Outubro mais burocratizadas do que qualquer desejo de resolver com bom senso os problemas da escola pública.

Não estranho que

onde há professores-educadores-pensadores,

apenas se vejam funcionários administrativos

capazes de desempenhar tarefas

de preenchimento de papéis e

condução mecânica de alunos

que se querem modelares

por força do cálculo estatístico

e não por força da

efectiva aprendizagem de novos conhecimentos.

Vivemos o tempo do professor-escrivão, aquele que deverá dispensar o saber criativo do educador e que se distinguirá no desempenho administrativo e nas boas acções, aquele que sabe calcular o sucesso escolar em função da proporcionalidade pré-destinada por decreto legal.

Chegou o fim da criatividade,

da espontaneidade e do livre-pensamento,

para triunfar o modelo de escola acéfala

que apenas produz estudantes autómatos

cujos actos se traduzem mecanicamente

em fichas de avaliação que

programam todos os comportamentos.

O professor-escrivão não se distingue deste tipo de aluno - ele é o modelo de professor com que qualquer estatística governamental sonha.

Não tardarão aí as boas notícias da OCDE sobre o elevado crescimento do sucesso escolar português. "

Tudo em nome do progresso!...que desencanto.

Laivos

Arquivado em:

»

 

publicado por Alex.S. às 10:12
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: «PORTUGAL VISTO DE ESPANHA»

 

Fradeunico Portugal visto de Espanha

 
«
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria.
Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.
Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país.
La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.
»

IN: http://sol.sapo.pt/blogs/fradeunico/archive/2008/09/16/Portugal-visto-de-Espanha.aspx?CommentPosted=true#commentmessage

 

publicado por Alex.S. às 17:31
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

SOBRE A EDUCAÇÃO: «EXISTEM MUITAS RAZÕES PARA EDUCAR.»

 

"A Educação do Ponto de Vista Biológico
cortes e recortes
 
 
«
Existem muitas razões para educar,
mas do ponto de vista biológico
a educação faz parte da
estratégia de sobrevivência da espécie humana
e se relaciona ao tipo de informação
que cada espécie necessita para sobreviver.
Podemos, então, nesse quesito, dividir os seres vivos em três grandes grupos.
O primeiro contém as FORMAS MAIS SIMPLES DE VIDA, como uma bactéria, por exemplo. Nesses seres toda a informação necessária para a sobrevivência está codificada no DNA como, por exemplo, a informação para sintetizar cada enzima, cada molécula de sua estrutura e mesmo as informações que determinam como e quando ela deve reproduzir estão no genoma. Elas mudam de comportamento quando o meio ambiente é alterado, mas, não precisam aprender, pois já nascem com todas as informações de que necessitam.
O segundo grupo É BEM REPRESENTADO NOS VERTEBRADOS e o CACHORRO é um bom exemplo. Esses seres vivos também nascem com grande parte da informação de que necessitam em seu DNA, mas a diferença é que nesse DNA está programada a formação de um cérebro sofisticado, um órgão capaz de captar e estocar informação de uma quantidade enorme de fatos que se tornam indispensáveis para sua sobrevivência. Ao fim de sua vida, um cachorro armazenou em seu cérebro uma vasta quantidade de dados que o ajudaram a sobreviver, entretanto, toda esta informação é extinta com a morte do animal, pois a espécie não tem métodos de armazenamento ou transmissão dessas informações para seus descendentes e para os filhotes só são transmitidas as informações contidas nos genomas.
No terceiro grupo o exemplo é o HOMEM. Nascem com a informação presente em seu DNA e um cérebro capaz de captar informações.
A grande diferença é que o homem é capaz de estocá-la e transmiti-la a outros membros da espécie através do que chamamos de CULTURA e através dela é que o ser humano não tem que readquirir toda a informação através da experiência direta, pois pode recorrer ao enorme depósito de informações que nossa espécie acumulou.
O homem biológico de hoje
é idêntico a um homem pré-histórico,
mas é através da educação
que faz cada um de nós
progredir em 20 anos
o equivalente aos 20 mil anos
de cultura da humanidade.
Do ponto de vista biológico nossa sobrevivência depende cada vez mais dessa nova forma de acumular informação que surgiu no planeta. Em algum momento do passado o processo evolutivo atrelou nossa sobrevivência à educação.
Aceitar essa relação de dependência
Talvez
nos ajude a colocar
a educação
como prioridade número 1
de nossa espécie.
Mais resumos sobre A Educação do Ponto de Vista Biológico
Bibliografia: A Educação do Ponto de Vista Biológico por Fernando Reinach 2007
»
 
IN: http://pt.shvoong.com/social-sciences/education/505850-educa%C3%A7%C3%A3o-ponto-vista-biol%C3%B3gico/
 
publicado por Alex.S. às 17:53
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