Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: «TODOS SE SENTEM CAPACITADOS PARA SOBRE ELA SE PRONUNCIAREM»

cortes e recortes

PARA LER NA ÍNTEGRA CONSULTE: http://sol.sapo.pt/blogs/laivos/archive/2008/09/16/O-tempo-dos-professores-_2D00_-manga-d_2700_alpaca.aspx

«

O tempo dos professores - manga d'alpaca

Extenuada já com tanta solicitação burocrática, cerrando os dentes num rosto que faço questão de manter alegre, limito-me a fazer minhas as palavras de Carlos Ceia, Professor Doutor da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Considero que disparou em várias direcções, até nos "opinion makers" lusos, mas fê-lo de um modo justificativo dando alternativas.

Revejo-me totalmente neste texto. Leiamo-lo:

"Há modelos eficazes de avaliação de professores por esse mundo fora que podiam ter sido adoptados de forma quase consensual, sobretudo se o objectivo tivesse sido o da simplificação do modelo...

 

A educação pública em Portugal,

ao nível dos ensinos Básico e Secundário,

está sob avaliação constante de todos os portugueses,

porque todos se sentem capacitados para

sobre ela

se pronunciarem

como não fazem para outras áreas sociais

e porque todos os políticos

a tomam como frente de batalha

em nome do progresso social.

Podíamos falar de uma avaliação informal da educação pública nos casos em que o cidadão comum se pronuncia, mas o grau de seriedade e de atenção com que todas as opiniões são publicitadas permite-nos concluir que todos exigimos que as nossas ideias sobre a educação pública sejam formalmente válidas. Todos acreditamos ter uma solução para a educação pública, mesmo nos casos (a maior parte) em que apenas opinamos por opinar.

 

Esta falácia comunicacional tem ajudado mais a destruir a educação pública do que a contribuir para a sua democratização, como seria, em teoria, desejável.

O papel social do professor em Portugal está tão diminuído que qualquer política que tente regular as condições da profissionalidade do professor está condenada a dois tipos de sentença dadas em simultâneo: a dos próprios professores que lutam contra um legislador que odeia a profissão, e a da própria sociedade não educativa que odeia os professores, porque os vê como resistentes à mudança.

Só uma política de reconciliação

de todos os intervenientes na educação pública

podia ter êxito

e essa postura reconciliadora

está longe de qualquer agenda política

verdadeira.

 

As mais recentes políticas para

regulação formal da actividade docente

continuam a ter as mesmas características:

bons princípios gerais,

que servem de suporte à defesa pública das políticas

e que poucos conseguirão contestar,

seguidos de péssimas execuções técnicas.

O que pode explicar esta situação estranha é o predomínio de bons políticos na área da educação que aparecem rodeados dos técnicos mais incompetentes, cuja acção coloca os políticos das boas ideias num beco sem saída: a necessidade de defender uma boa ideia para a educação com uma péssima adequação legislativa.

 

(…)

 

Há ainda a denunciar medidas tão incompreensíveis como o timing de aplicação das leis (novo estatuto do aluno - aquele que não precisará de aprender para ter sucesso - e novo modelo de avaliação dos professores, que surgem a meio de um ano lectivo) e a incapacidade para dialogar e ouvir quem também, como o governante, deseja o melhor para a escola pública. Mas de que serve haver ministros que defendem fazer muitas reuniões com os parceiros educativos, se têm ignorado todos os pareceres construtivos quer desses parceiros quer do próprio Conselho Nacional de Educação?

 

Na escola pública actual, só parece haver lugar para quem souber executar tarefas programadas em decreto-lei. Está a impor-se o burocrata das fichas, registos de faltas, grelhas, matrizes, relatórios, actas, planificações, projectos educativos, planos individuais, etc. O professor que tem o poder de pensar na matéria do seu ensino, reflectir sobre a melhor aprendizagem dos seus alunos e conduzir-se a um patamar de realização profissional de excelência académica está a ser suprimido por decreto.

 

As actuais políticas educativas nascem no Castelo da 5 de Outubro mais burocratizadas do que qualquer desejo de resolver com bom senso os problemas da escola pública.

Não estranho que

onde há professores-educadores-pensadores,

apenas se vejam funcionários administrativos

capazes de desempenhar tarefas

de preenchimento de papéis e

condução mecânica de alunos

que se querem modelares

por força do cálculo estatístico

e não por força da

efectiva aprendizagem de novos conhecimentos.

Vivemos o tempo do professor-escrivão, aquele que deverá dispensar o saber criativo do educador e que se distinguirá no desempenho administrativo e nas boas acções, aquele que sabe calcular o sucesso escolar em função da proporcionalidade pré-destinada por decreto legal.

Chegou o fim da criatividade,

da espontaneidade e do livre-pensamento,

para triunfar o modelo de escola acéfala

que apenas produz estudantes autómatos

cujos actos se traduzem mecanicamente

em fichas de avaliação que

programam todos os comportamentos.

O professor-escrivão não se distingue deste tipo de aluno - ele é o modelo de professor com que qualquer estatística governamental sonha.

Não tardarão aí as boas notícias da OCDE sobre o elevado crescimento do sucesso escolar português. "

Tudo em nome do progresso!...que desencanto.

Laivos

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»

 

publicado por Alex.S. às 10:12
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

SOBRE EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: Os fins justificam os meios!

 

Chumbos atingem valor mais baixo da última década
COMENTÁRIOS:
«O que sucedeu e que já vinha a suceder desde o Governo de Guterres foi o
pressionar dos professores
a fazerem transitar os alunos
fosse a que custo fosse
e arranjaram-se
subterfúgios pseudo-legais para isso.
No dia da avaliação final há alunos não transitados a cinco e sete disciplinas.
Solução:
caros colegas: "olhem que os pais podem recorrer e as vossas férias vão à vida", entre outras coisa, caso das avaliações extraordinárias e pseudo-apoios desde 3 de Janeiro de cada ano.
Aí intervêm os pseudo-psicólogos e as senhoras da educação moral e religiosa.»
Comentários In Sol
IN: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=108368&tab=community
COMENTÁRIOS:
«Este é o caminho para a privatização do ensino. Onde acham que os pais com possibilidades de pagar uma educação condigna aos filhos vão colocar os alunos? É evidente que a democratização do ensino acabou! Os filhos dos mais pobres que cada vez vão sendo mais vão continuar a ser pobres, porque incompetentes e os que tiverem possibilidades de pagar conseguirão que os filhos mais tarde venham a ter uma situação priveligiada face a mediocridade da maioria. Claro que isto assenta como uma luva nas pretensões duma elite que em Portugal se vem afirmando como a classe que explora o comum dos cidadãos.»
IN: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1342074
NOTÍCIAS:
«Na prova que a Associação de Professores de Matemática considerou ter sido
demasiado fácil
, cerca de
45 por cento dos alunos tiveram nota negativa
, um resultado .
muito melhor do que o alcançado em 2006/07
, em que
72,2 por cento dos estudantes chumbaram
neste exame.
A ministra da Educação tem,
no entanto,
uma outra explicação
para os bons indicadores:
«Mais trabalho nas escolas, mais trabalho com os alunos, medidas como o estudo acompanhado, as aulas de substituição, os planos de recuperação, tudo isto se traduz em mais tempo de trabalho com os alunos nas escolas».
Ainda de acordo com os dados do Ministério da Educação, a transição entre ciclos de ensino constitui um momento delicado para os estudantes, com os chumbos a aumentarem invariavelmente.»
IN: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1010747
 
Lá por serem notícias não quer dizer que sejam propriamente novidades!
 
«Taxa de chumbos atinge valor mais baixo da década»
IN: http://diario.iol.pt/sociedade/educacao-chumbos-maria-lurdes-rodrigues-ensino/989018-4071.html
«Os números mais negros da retenção verificam-se, no entanto,
no ensino secundário
, onde mais de um quinto dos estudantes fica retido.
no 12º ano
mais de um
em cada três alunos
não consegue passar
, um valor, ainda assim, bastante melhor do que o registado em 2000/01 quando mais de metade chumbava no último ano do antigo liceu.»
IN: http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Sociedade/Pages/chumbos.aspx
«Da maneira que esta reportagem é apresentada parece que a diminuição nos chumbos se deve mesmo à melhoria do ensino...
Um pouco mais de investigação e menos de leitura cega de estatísticas provavelmente levaria a que esta reportagem fosse apresentada de uma forma mais próxima da realidade pois
é do conhecimento de todos
aqueles que fazem parte (ou contactam de alguma forma) com o mundo do ensino,
que o nível de ensino é
notoriamente
mais fraco a cada ano que passa
e que as dificuldades
criadas pelo ministério da educação
levam a que o número de chumbos
seja cada vez menor pois,
actualmente,
chumbar um aluno
acarreta mais problemas para o professor
(face à burocracia que tem que ultrapassar)
do que para o aluno
(em que
o encarregado de educação
só necessita de assinar
um termo em como aceita
que o seu educando
passe de ano
mesmo que sem aproveitamento).
Isto é facilitismo
ou
uma tentativa de manipulação de números?»
IN: http://www.destak.pt/artigos.php?art=14044
 
publicado por Alex.S. às 12:17
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

SOBRE A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL: Curso MEDIADORES de Cursos EFA...

 

Curso MEDIADORES de Cursos EFA
IN: http://www.net-empregos.com/formacao_detalhe.asp?ID=3773
 
IN: http://www.knowit.pt/knowit/formacao/showcursos.asp?id_curso=225
 
IN: http://informar.pt/curso.aspx?idCurso=7161
 
IN: http://www.psicologia.com.pt/profissional/formacao/ver_formacao.php?id=1440&grupo=1
 
IN: http://portocity.olx.pt/precisa-de-formadores-e-mediadores-para-cursos-efa-iid-7672056
 
IN: http://www.net-empregos.com/detalhe_anuncio_livre.asp?REF=557656
Depois conclui-se…
Por exemplo:
EFA Testemunhos 00 
 
EFA Testemunhos 01
 
EFA Testemunhos 02
 
 
IN: http://www.forma-te.com/forum/discussao-geral-/392-mediacao-de-cursos-efa.html
 
Diário da República, 1.ª série — N.º 48 — 7 de Março de 2008
«
Esta nova portaria vai, assim, ao encontro do objectivo de captação de novos públicos e de resposta às necessidades e especificidades dos seus destinatários, devido, nomeadamente, à flexibilidade, individualização e contextualização que as modalidades de formação aqui regulamentadas encerram, permitindo garantir que toda a formação é capitalizável para o aumento da qualificação da população adulta.
»
IN: http://www.forma-te.com/images/fbfiles/files/Port_230_2008_7Mar_o.pdf
publicado por Alex.S. às 22:43
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