Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

O poder do Poder ... coisas que se dizem pelo mundo fora...

 

«Se quiser por a prova o carácter de uma pessoa dê-lhe o poder»

                                                               Abraham Lincoln

 

«...power tends to corrupt; absolute power corrupts absolutely»

Lord Acton

 

«As pessoas, normalmente, sentem-se tentadas a cometer gestos reprováveis, quando estão seguras de que não sofrerão punição»

Eduardo Maia

 

«O Mito de Giges por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

 

As pessoas, normalmente, sentem-se tentadas a cometer gestos reprováveis, quando estão seguras de que não sofrerão punição.

 

"Dizem que Giges era um pastor que servia ao então rei da Lídia..." Assim Platão começa o relato mítico que narra a saga de um humilde e até então honesto camponês que, após encontrar um anel mágico que lhe dava o poder da invisibilidade, começa a cometer toda sorte de crimes e injustiças, "seduziu a rainha, atacou e matou o rei com ajuda de sua própria mulher e se apoderou do reino". Giges havia percebido que o anel lhe garantia um poder ilimitado e que as convenções morais já não precisavam ser respeitadas.

A opinião comum entre os homens, segundo Platão, é a de que se existissem dois anéis como o de Giges e se um fosse dado a um homem reconhecidamente justo e o outro a um homem injusto, ambos acabariam tomando o mesmo caminho - o da corrupção. Se nos voltamos para a etimologia do termo corrupto - ter um coração (cor) rompido (ruptus) - percebemos na origem do termo também essa quebra de valores pelo vislumbre de poder e não uma possível maldade inata em certos homens. A oportunidade faz o ladrão, diz a máxima popular.

 

Com o seu sarcasmo característico, o jornalista americano H. L. Mencken consumou: "A consciência é uma voz interior que nos adverte de que alguém pode estar olhando". A crença de que aqueles que praticam a justiça não o fazem por uma convicção íntima, senão por não terem o poder de fazer o que realmente desejam, pode soar um tanto pessimista ou mesmo niilista. Mas não se quer aqui entrar na discussão improfícua em torno da afirmação de que todos os homens são corruptíveis. A questão pode ser abordada de forma mais pragmática: o mito do anel aponta no sentido de que as pessoas, normalmente, sentem-se tentadas a cometer gestos reprováveis, quando estão seguras de que não sofrerão punição.

John Emerich Edward Dalberg-Acton (1843-1902), mais conhecido como Lord Acton, é o pensador que sempre é usado como referência quando se trata de corrupção. [...]»

 

IN: http://cafecolombo.com.br/2006/10/10/o-mito-de-giges/

 

 

«Por que havemos de ser morais? James Rachels

O anel de Giges

Uma lenda antiga conta-nos a história de Giges, um pastor pobre que encontrou um anel mágico numa fenda aberta por um tremor de terra. Giges descobriu que ficava invisível se colocasse o anel no dedo e o rodasse. Isso permitia-lhe fazer aquilo com que todas as pessoas podem apenas sonhar: podia ir a qualquer lado e fazer o que bem lhe apetecesse, sem receio de ser apanhado. Usou o poder do anel para enriquecer, roubar o que queria e matar quem quer que se atravessasse no seu caminho. Até que invadiu o palácio real, onde seduziu a rainha, matou o rei, e apossou-se do trono. Acabou por se tornar senhor de todo o reino.

 

Gláucon conta esta história no Livro I da República, de Platão. Apesar da natureza fantástica do conto, Giges foi uma pessoa real, o rei de Sardis. Heródoto também nos diz como Giges chegou ao poder. De acordo com Heródoto, Giges começou como criado do Rei Candaules, "um homem que estava apaixonado pela sua mulher" (aparentemente Heródoto considerava isto invulgar). Um dia, Candaules, enquanto se gabava a Giges sobre quão bela era a sua mulher e, para o demonstrar, decidiu que Giges a deveria ver nua. Giges protestou, mas o Rei ordenou-lhe que se escondesse no quarto da Rainha e a observasse a despir-se. Giges, ainda que relutante, acabou por o fazer. Mas o destino quis que a Rainha o apanhasse e lhe dissesse que seria condenado à morte pela sua impertinência a não ser que matasse Candaules e a desposasse, pois nesse caso não haveria mal nenhum em a ver nua já que seria o seu marido. Assim, como na versão de Gláucon, Giges mata Candaules e torna-se rei.

 

Gláucon conta a história de Giges para mostrar quão imoral pode ser o comportamento parcial de alguém. Se Giges permanecesse virtuoso, permaneceria pobre. Ao quebrar as regras morais, tornou-se rico e poderoso. Nesse caso, por que há-de Giges preocupar-se com a moralidade? Mais: por que há-de alguém preocupar-se com a moralidade, se isso não nos beneficia? Por que há-de alguém falar a verdade, se mentir é mais vantajoso? [...]»

 

IN: http://aartedepensar.com/leit_rachels.html

publicado por Alex.S. às 19:22
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