Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Do Regulamento Interno...

 

«

O REGULAMENTO INTERNO

 

«…era bom, no entanto, que …» (…)«… não se convencessem de que a civilidade dos alunos ingleses deriva dos uniformes ou que foi imposta por decreto. Em Portugal, temos muito a tendência de cair nos extremos, como se entre a bandalheira e a ditadura não houvesse alternativa.

 

Ora, para uma escola funcionar com espírito de corpo, onde haja reconhecimento da autoridade e o respeito pela hierarquia é necessário, sobretudo, que os professores e os funcionários dêem o exemplo. Acontece que os professores e os funcionários destruíram todos os rituais e formalismos que davam uma carga simbólica de respeitabilidade aos cargos e funções que desempenham e agora queixam-se de que ninguém os respeita.

 

Um professor não pode querer que um aluno seja pontual, se ele não for. Não pode querer que um aluno o respeite, se ele não respeita o director de turma, os outros colegas e o director da escola. Não pode querer que o aluno tenha apresentação e seja asseado, se ele se apresenta despenteado, desmazelado, de sapatilhas ou chinelos e com as calças rotas e sujas.

 

Por outro lado, quando uma escola tem um regulamento interno maior do que o Código Civil e uma comissão que passa o ano lectivo a introduzir-lhe alterações, não pode aspirar a que um asno a respeite, quanto mais os alunos. Sendo certo que só uma pessoa manifestamente estúpida é que lê um Regulamento Interno daquele tamanho e que, para mais, está sempre desactualizado. Além disso, não se pode exigir a jovens de tenra idade que sintam o mínimo respeito por professores que precisam de se socorrer do Regulamento Interno para os impedir de cuspir para o chão ou de partir as carteiras. …»

(…)

«…E, depois, se não está escrito no Regulamento Interno é uma carga de trabalhos. Lá se tem de ir a fugir acrescentar mais um artigo ou mais uma alínea… Artigo esse que, invariavelmente, ninguém lê e a que ninguém continua a fazer caso. Não há dúvida que a escola nos prepara para a vida: a verdadeira vocação do português é legislar. Depois se ninguém lê as leis que fazemos, nem as cumpre, isso já pouco importa.

 

Posted: Wednesday, February 20, 2008 2:38 AM por contracorrente

 

Arquivado em: Educação

»

 

IN:

http://sol.sapo.pt/blogs/contracorrente/archive/2008/02/20/O-REGULAMENTO-INTERNO.aspx

 

___

 

Relativamente às infracções alegadas:

 

«… Quanto às infracções que alegadamente perpetrei aos 6 e 7 do artigo 210 do Regulamento Interno da Escola, tenho a dizer que a actualização dos processos individuais dos alunos e o registo das equivalências que lhes são concedidas não são realizadas pelos Coordenadores de Curso mas pela Secretaria da Escola, e que o facto a que o aluno alude se deveu a um lapso causado pela incorrecta utilização do editor de texto do software de alunos, onde um bloco de texto relativo a um outro aluno não foi apagado…»

(…)

«… não falando da carga burocrática que a gestão de cada aluno obriga a funcionários da Secretaria, Professores e Coordenadores cujo tempo é necessário rentabilizar.

 

Sem outro assunto, subscrevo-me,

Pombal, 17 de Abril de 2008-06-22

Assinatura

(Coordenador da Turma …»

 

IN:

http://sol.sapo.pt/photos/xptopbl/images/744300/original.aspx

 

___

 

 

IN: Regulamento Interno da Escola:

 

«Artigo 210.º

Competências do Coordenador Pedagógico

(…)

5 Motivar os alunos a participar, com assiduidade, nas actividades curriculares e extra-curriculares.

 

6 Manter permanentemente actualizados os processos individuais dos alunos, nomeadamente no que diz respeito ao itinerário individual de formação, declaração de compromisso de frequência, provas de exame realizadas, registo de presenças e registo biográfico informatizado de classificações.

 

7 Registar, atempadamente, nos documentos existentes para o efeito, as equivalências concedidas aos alunos.»

 

 

___

 

«O modelo utópico da escola moderna»

«

«O modelo utópico da escola moderna»

 

(…)… uma escola a tempo inteiro, empenhada na formação integral do aluno.

(…)

O Colégio La Salle, recordo, tinha dois campos de futebol, vários campos de basquetebol, ringue de patinagem, piscina de 25 metros de competição, ginásio, cine-teatro, salas de estudo, um laboratório moderníssimo, capela e igreja. Estes equipamentos permitiam aos seus alunos desenvolver as suas capacidades artísticas (teatro, tuna, poesia, conjunto musical, etc.) e participar em provas distritais, nacionais e regionais em quase todas as modalidades: basquetebol, futebol, voleibol, ténis de mesa, tiro ao alvo, natação, judo, hóquei em patins, etc. Sem esquecer os grupos de solidariedade social e as viagens de estudo ao estrangeiro.

 

Além disso, os seus alunos obtinham sistematicamente as melhores notas do distrito de Santarém nos exames dos antigos 2º, 5º e 7º anos dos liceus, sendo esta, aliás, a sua imagem de marca.

 

Com o 25 de Abril, o Colégio deu lugar à escola pública. Basta, no entanto, um simples olhar à vista desarmada para perceber a diferença. A escola apresenta, agora, um ar de desmazelo que entristece quem ali andou e não pode disciplinar interiormente quem lá anda. Sendo certo que, hoje, toda a gente sonha com uma escola pública à imagem do antigo Colégio La Salle. E, para lá chegar, ministra e secretários de Estado alteram e legislam todos os dias, enquanto as escolas se entretêm a fazer e a desfazer, ao mesmo ritmo, os seus extensos regulamentos internos.

 

Querem saber quantos artigos tinha o regulamento interno do Colégio La Salle?

 

Tinha apenas dez:

«

1º) O espírito lassalista deverá estar presente em tudo o que fazemos. Nunca nos devemos esquecer da nossa identidade própria.

 

2º) Em tudo o que fazemos, devemos cultivar a justiça, a oração e o serviço aos outros.

 

3º) Todas as pessoas da nossa comunidade educativa, devem respeitar-se mutuamente tornando a nossa escola um lugar ideal para trabalhar.

 

4º) Todos devem ajudar a criar um ambiente de inter-ajuda, propiciando uma boa aprendizagem.

 

5º) Todos têm direito à diferença. Os dons especiais de cada um devem ser encorajados e valorizados para o bem de todos. Devemos trabalhar e partilhar juntos.

 

6º) Todos têm direito à segurança. Ninguém deve ter medo de ser ameaçado ou importunado. Ninguém deve ter receio de correr riscos, de ser diferente ou de ser sincero.

 

7º) O auto e hetero encorajamento para a rentabilização das nossas capacidades são essenciais. A existência de uma variedade de temas e de actividades é necessária à realização pessoal.

 

8º) A atenção vigilante é importante é importante para que nos momentos de crise nos sintamos confiantes a partilhar as angústias ou problemas com uma pessoa de confiança.

 

9º) Todos devemos saber perdoar e esquecer. Todos merecemos uma segunda oportunidade.

 

10º) Na nossa escola, as pessoas deverão aprender tanto com os seus êxitos como com os fracassos. Isto permite o crescimento pessoal».

 

Se querem uma escola empenhada na formação integral do aluno, comecem por aqui. (…)

»

 

IN:

http://sol.sapo.pt/blogs/contracorrente/archive/2008/06/13/O-COL_C900_GIO-LA-SALLE.aspx

 

 

publicado por Alex.S. às 15:58
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